O Ministério de Jesus

Os Evangelhos, pouco ou quase nada falam sobre a infância e a juventude de Jesus. O primitivo Evangelho de Mateus, surgido em aramaico entre os anos 40 e 50, foi proscrito pelos primeiros cristãos por conter fatos fabulosos sobre sua infância.

O atual, apareceu em grego, por volta do ano 65. O de Marcos, considerado como o primeiro por ter sido conhecido desde o ano 63, ou 64, teria sido escrito por informações de Pedro, de quem teria sido discípulo. O de Lucas, baseado em informações de terceiros, já que não conheceu Jesus, composto, talvez, por informações através de Paulo, teria surgido por volta do ano 80, cinqüenta anos após a morte de Jesus, portanto já baseado em lendas, pois esse evangelista, com suas referências constantes ao aparecimento de anjos, tornou-se por demais idealista e fantasioso.

O quarto Evangelho canônico, atribuído a João, só foi escrito após a sua morte, por volta do ano 100, por seus discípulos (Bíblia de Jerusalém, fl. 1380).

Como João é citado por Lucas como “sine litteris et idiotæ” (Vulgata-Atos IV:13), e edição grega: “AGRAMMATOI EISIN KAI IDIWTAI” - “a crítica moderna está dividida sobre a origem de todos esses textos” (Encicl. Universo, fl.2929).

Para se conhecer os limites do território da atuação de Jesus, por onde ele andou e fez suas pregações só é possível sabê-lo através do que consta desses Evangelhos, pois nenhum historiador da época fez sobre ele qualquer referência que pudesse subsidiar sua biografia.

A data exata do seu nascimento é desconhecida, sendo inverídica a que lhe é atribuída, pois o mês de dezembro, na Palestina, é de pleno inverno, quando os campos poderiam estar cobertos de neve e nenhum pastor se atreveria a cuidar das suas ovelhas numa das suas noites, sendo assim, posto em dúvida, também, o aparecimento de uma multidão de anjos dos exércitos celestiais(!) àqueles supostos pastores.

Algumas referências, em enciclopédias, dão seu nascimento entre os anos 4 e 2 A C. Na ocasião da sua morte, tanto poderia ter pouco mais de 30 anos conforme diz Lucas, 3:23 - “ E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos...” ou mesmo 50, conforme consta em João, 8:56-57: - “ Abrahão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se. Disseram-lhe pois os judeus: “ Ainda não tens cinqüenta anos e viste Abrahão?”

Os judeus iriam se confundir com a fisionomia de um jovem de trinta anos com um qüinquagenário? Teria, então Jesus, 30 ou 50 anos de idade? Ou quase tudo que se escreveu sobre ele não passou de lendas sublimadas pelas devoções dos seus escritores?

Jesus iniciou sua evangelização após o seu batismo, já aos trinta anos? O que teria feito entre os doze anos de idade, última referência à sua infância, e a data do início das suas andanças como pregador ambulante? Teria abandonado sua casa e sua família, na juventude, quando veio a saber sobre o seu nascimento de mãe solteira, e sobre o abandono de sua mãe por José?

Mesmo a duração do seu ministério, desde o seu batismo, até sua morte, é imprecisa. Teria 30 anos, realmente, ao ser batizado por João, às margens do Jordão? (Lucas 3:23). De que fonte Lucas teve essa informação?

Sua retirada para o deserto, onde permaneceu 40 dias e 40 noites, não poderia ter sido um estágio num mosteiro essênio, de cuja seita recebeu o batismo de João, localizado, possivelmente, entre Jericó e o Mar Morto, já que esse período de jejum seria fatal, embora tivesse sido servido por anjos, conforme diz Mateus:( 4:11) “ e eis que chegaram os anjos, e o serviram”.

Esse número “40” era cabalístico entre os judeus, portanto sua admissão como fato real é bastante duvidosa.

1 - 40 dias e 40 noites a duração do dilúvio.

2 - Moisés tinha 40 anos quando fugiu do Egito. (Ajuda - pg. 1132)

3 - O êxodo durou 40 anos no deserto, até a chegada à Palestina.

4 - 40 anos viveu Moisés entre os midianitas, onde se casou com Séfora.

5 - Moisés morre 40 anos depois, com 120 anos ( 3 x 40).

6 - Castigos constantes de 40 açoites (Deuteronômio, 25:3).

7 - David reinou 40 anos sobre Israel ( I- Reis, 2:11).

8 - Salomão reinou também 40 anos ( I Reis, 11-42).

9 - Moisés permanece 40 dias e 40 noites no monte Sinai (Êxodo, 24:18).

10- Moisés permanece, pela 2ª vez, mais 40 dias e 40 noites no monte.(Êxodo, 34:28).

11 - O “ profeta” Jonas em Nínive - Jonas 3-4

Vê-se que o número 40 era freqüentemente ligado a acontecimentos na história do povo judeu.

De acordo com o Evangelho segundo Mateus, Jesus estaria fora da Galiléia, pois ao saber da prisão de João, voltou para ali e foi morar em Cafarnaum (4:13). Nessa aldeia recruta seus discípulos, ou companheiros de andanças: Simão, André, Tiago e João, quando passaram a percorrer aldeias da Galiléia.

Nessa época é-lhe atribuído o famoso “Sermão da Montanha”, depois do qual vai com seus seguidores para as terras de Gádara, do outro lado do mar da Galiléia, terra essa não sob a jurisdição judaica, portanto não seguidora das leis mosáicas. Ao encontrarem uma manada de porcos, animais impuros para os judeus, perseguem-nos e fazem com que se precipitem numa ribanceira, morrendo todos, após o que, pressionados pelos habitantes locais, fogem para a outra banda do mar, de onde vieram.

Voltando a Cafarnaum, encontram Mateus, que inexplicavelmente, abandona um emprego certo (se é que era funcionário da alfândega) e sua casa para seguir uma pessoa que nunca vira, a um simples e informal convite.

Dentre as pessoas que o seguiam, escolhe 12 como seus discípulos (Mat. 10:1-14).

Fez pregações em Corazim e Betsaida, onde parece não ter sido levado muito a sério porque recriminou essas aldeias, dizendo: “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e Sidon fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza”. (Mat. 11:21)

Em Cafarnaum, onde residia, parece não ter sido, também, muito convincente em suas pregações, pois disse: “ E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se entre os de Sodoma fossem feitos os prodígios que em ti se fizeram, teriam permanecido até hoje”. (Mat. 11:23)

Ao tomar conhecimento da morte de João, decapitado por Herodes, por havê-lo difamado, Jesus, amedrontado, vai para um lugar deserto. Procurado por uma multidão, alimenta-a com 5 pães e 2 peixes, até se saciar, sobrando, ainda, 12 cestos cheios com a sobra. Seriam quase 5000 homens, sem contar as mulheres e as crianças ( 14:13-21).

Em seguida vão para Genesaré, na banda ocidental do Mar da Galiléia.

Sacerdotes, fariseus e escribas, vêm de Jerusalém, informados das pregações de Jesus que contrariavam as Leis judaicas, naturalmente com a intenção de prendê-lo, porém, Jesus vai para as bandas de Tiro e Sidon, localidades da Fenícia, onde o Templo de Jerusalém não tinha jurisdição. (Mat.15:1-21).

Não se diz quanto tempo permaneceu na Fenícia. Ao voltar para a Galiléia, alimenta pela segunda vez uma multidão de cerca de 4000 homens, sem contar as mulheres e os meninos ( 15:26 ), indo depois, para as bandas de Magdala. (15:39)

MAPA DA REGIÃO

Novamente perseguido pelos Sacerdotes do Templo de Jerusalém, Jesus vai para Cesaréia de Filipo, na Itureia. (Mat. 16:1-13)

Como estava se aproximando a festividade da Páscoa, época em que os israelitas compareciam ao Templo, em Jerusalém, Jesus mostrou aos seus seguidores a intenção de ir para a festa, porém, foi desaconselhado por Pedro, que tentou dissuadi-lo, pois os Sacerdotes se valeriam da oportunidade para prendê-lo e matá-lo.

Jesus não gostou da admoestação do seu discípulo e chamou-o de “satanás”.

Voltam todos para Cafarnaum (Mat, 17:24) e a seguir, rumo a Jerusalém, vão para os confins da Judéia, passando por Jericó e Betânia.

Chegando ao Templo, já em Jerusalém, provoca ali grande confusão e, perseguido pelos sacerdotes, foge para Betânia. No dia seguinte volta ao Templo, ocasião em que os Sacerdotes tomam a resolução de prendê-lo e o condenarem.

Na noite do dia seguinte, 13 nizã, 5ª feira, à noite, Jesus é preso em Getsêmani, e seus discípulos o abandonam e fogem. Seu julgamento, talvez o mais rápido de toda a história dos judeus, teve início nessa 5ª feira e terminou no dia 14 nizã, sexta feira, sendo levado para o monte do Calvário, onde à l5 horas, aproximadamente, é crucificado, morrendo alguns momentos depois.

Por esse Evangelho, segundo Mateus, o ministério de Jesus parece haver durado menos de um ano.

Evangelho de Marcos

Marcos, que não foi discípulo de Jesus, porém, possivelmente de Pedro, foi mais prestigiado pela Igreja, que adotou o “seu evangelho” e recusou o de seu mestre, por razões não explicadas convenientemente.

Pedro conviveu temporariamente com Jesus, e teria maiores conhecimentos da sua vida e do seu ministério.

Marcos inicia sua narrativa a partir da prisão de João, quando Jesus volta para a Galiléia, conquistando os seus primeiros seguidores em Cafarnaum.

Falando certa vez, é taxado de inconseqüente, pois diziam que “estava fora de si” (3:21), e os Sacerdotes diziam que estava tomado por Belzebú (3:22). Sua mãe e seus irmãos vão em seu socorro, e são menosprezados por Jesus. (3:3l-35). Continuava, quase sempre, nas proximidades do Mar da Galiléia (4:1).

Indo para as bandas de Gádara, localidade da Decápoles, de influência grega, provoca a morte de uma manada de porcos, animais impuros para os judeus, e é expulso para as bandas de onde teria vindo (5:17).

Jesus volta para sua cidade, Nazaré, onde não foi acreditado por seus habitantes (6:1-5). Ao tomar conhecimento da execução de João, vai para um lugar deserto (6:32), onde, com 5 pães e 2 peixes alimenta uma multidão de 5.000 homens (6:44), separando-os em grupos de 100 e 50 (Marcos, 6:40). Lucas, 9:14 fala só em grupos de 50.

Isso deve ter acontecido durante toda a noite, até de madrugada, pois no versículo 35 diz: “E, como o dia já fosse muito adiantado, os seus discípulos se aproximaram dele, e lhe disseram: O lugar é deserto, e o dia já está muito adiantado”.

Para organizar 5.000 homens em grupos de 100 e 50, teriam que ordenar, como no serviço militar, 50 pelotões de 100 homens cada. Como não eram organizados, para formar um grupo de l00 homens demandaria muito tempo, talvez de várias horas, pois não estavam previamente selecionados. E as mulheres e as crianças? Esses 100 grupos, acrescidos delas, talvez se elevassem a 130, ou mesmo 150 grupos.

Começando a distribuição dos alimentos, para cada grupo de 100, qual seria o tempo necessário para a satisfação desse vultoso número de famintos?

Depois de todos serem saciados, ainda restaram 7 cestos com as sobras.

Parece que há um certo exagero nessa proposição!...

Jesus vai com os discípulos para Dalmanuta (Marcos, 8-10). Depois voltam para Betsaida ( 8:22), seguindo mais tarde para Cesaréia de Filipo, na Ituréia, fora da jurisdição de Jerusalém.

Fala com os seus discípulos na disposição de ir para Jerusalém, porém, é admoestado por Pedro, de que lá queriam prendê-lo. Irritado, chama-o de “satanás”.

Voltam para a Galiléia (9:30) e depois seguem para a Judéia (10:1), a caminho de Jerusalém (10:32), passando por Jericó, Betfagé e Betânia, entrando depois em Jerusalém.

Numa ida ao Templo, provoca grande escândalo, quando os Sacerdotes tentam prendê-lo ((11:18), e ele se “retira” para Betânia. (Mateus, 21:17).

No dia seguinte volta ao Templo e é censurado pelos Sacerdotes (11:27-28).

Faltavam dois dias para a Páscoa (14:1) e Jesus estava em Betânia, em casa de Simão, o leproso, de onde segue novamente para Jerusalém e se reúne com os seus num lugar conhecido como Getsêmane, onde é preso por ordem do Templo (14:46), e seus discípulos, amedrontados, fogem (14:50).

Jesus é levado ao Sinédrio, e entregue aos judeus para o crucificarem (15:15). Nesse mesmo dia, 14 nizã, ( atual sexta feira) é levado ao Gólgota e crucificado.

Como na narrativa de Mateus, tudo faz crer que o ministério de Jesus durou menos de um ano.

EVANGELHO SEGUNDO LUCAS

Depois de ser batizado, Jesus volta para Nazaré, na Galiléia, onde faz uma pregação na Sinagoga, enchendo de ira os ouvintes que, escandalizados, o prendem e o levam para o alto de um morro para o matarem, precipitando-o pela encosta íngreme. (4:29). Jesus conseguiu fugir das suas mãos e voltou para Cafarnaum.

Numa localidade, não mencionada, cura um leproso. ( 5:12 ).

Mais tarde, seleciona entre seus seguidores, os 12 que passaram a acompanhá-lo, sem duas vestes, sem bordão, alforje, dinheiro ou pão, em suas pregações, perambulando pelas aldeias, ocasião em que teria proferido o famoso “Sermão da Montanha”.

Dias depois, vão à localidade de Naim. Eram sempre acompanhados de muitas mulheres, que foram doentes ou possuídas por demônios, que os serviam com suas posses, ou com o meio de que dispunham para conseguirem o dinheiro necessário para a subsistência de tão numeroso grupo de andarilhos.( 8:1-3 ).

Depois vão para as bandas de Gádara, do outro lado do lago, em terras da Decápolis, fora da jurisdição dos judeus., quando provocam a morte de uma manada de porcos; em conseqüência são expulsos pelos habitantes locais, retornando para a outra margem, de onde teriam vindo. Depois seguem para Betsaida ( 9:10), e alimenta uma multidão de 5.000 homens, sem contar as mulheres e crianças, com apenas 5 pães e 2 peixes. Antes da distribuição dos alimentos, mandou que se organizassem em grupos de 100 e 50 indivíduos ( 9:14).

A caminho de Jerusalém, passam por uma aldeia de Samaria, onde não são bem recebidos ( 9:53). Prosseguindo viagem, entraram numa aldeia e foram recebidos em casa de uma mulher, de nome Marta ( 10:38 ). Passam depois por Jericó, Betfagé e Betânia, e chegando ao Monte das Oliveiras, consegue uma montaria na qual fez sua entrada em Jerusalém.

Pouco depois de ter chegado em Jerusalém, vai ao Templo e provoca uma grande confusão ( 19-45 ). Talvez, no dia seguinte, à noite, se reúne com seus seguidores no Monte das Oliveiras ( 22-39 ), onde é preso por ordem dos Padres do Templo. Na manhã do dia seguinte é levado a Pilatos e Herodes. Após ser julgado sumariamente, é conduzido ao Gólgota, onde é crucificado.

Continua não havendo qualquer prova de que tenha pregado sua doutrina por mais de um ano.

EVANGELHO SEGUNDO JOÃO

João inicia o seu Evangelho, mostrando os itinerários nas pregações de Jesus, com o recrutamento dos primeiros discípulos, inclusive dele próprio. No terceiro dia vão a Caná, para uma festa de casamento, onde inicia seu ministério, ao fazer o primeiro milagre.

Depois voltam todos para Cafarnaum, ele, sua mãe, e seus irmãos, e os seus discípulos. ( 2-12 ). Estando próxima uma festa dos judeus ( não menciona qual, quando poder-se ia conhecer a data) partem para Jerusalém, onde, pouco depois da sua chegada, provoca grande escândalo no Templo.

Naturalmente perseguido pelos Padres, sai de Jerusalém e vai para terras da Judéia ( 3-22 ) depois retorna à Galiléia ( 4-3 ), passando por Samaria, onde mantém uma conversa com uma mulher, escandalizando seus discípulos ( 4-27 ). Depois de chegarem à Galiléia, voltam a Caná ( 4-46 ).

Havendo outra festa dos judeus, Jesus e seus discípulos vão para Jerusalém ( Jo. 5-1 ).

Sabendo que os judeus estavam se aprontando para prendê-lo, (Jo. 5-16 ) partiu para a outra banda do mar da Galiléia (Jo. 6-1), onde uma grande multidão, de cerca de 5.000 pessoas vem à sua procura e é alimentada com 5 pães e 2 peixinhos, sobrando, depois, 12 cestos cheio das sobras (Jo. 6-13).

Seguem para Cafarnaum (Jo. 6:17). Após uma pregação achada absurda e ridícula por seus discípulos, alguns dizem: “Duro é esse discurso; quem o pode ouvir?. Desde então muitos deles tornaram para trás, e já não andavam com ele”. (Jo. 6-66 ).

Jesus andava pela Galiléia, porque na Judéia queriam prendê-lo. Estando próxima a Páscoa, seus irmãos, que não criam nele (Jo. 7: 1-5 ), mesmo sabendo que estava sendo procurado, zombando, dizem-lhe para ir, também, a Jerusalém. Disse-lhes Jesus que não iria, mentindo a eles, pois foi secretamente. (Jo. 7-10 ).

Era a festa dos Tabernáculos ( 15 a 21 de tisri, mais ou menos 1 a 15 outubro, atuais) e Jesus, corajoso, pois sabia que estava sendo procurado para ser preso, vai ao Templo e faz um discurso que irritou os presentes que quiseram apedrejá-lo, ( 8-59) porém, Jesus conseguiu fugir das suas mãos.

Durante a festa da Dedicação ( 25 de quisleu, mais ou menos 10 de dezembro atuais) , logo após haver discursado, é novamente ameaçado de morte por apedrejamento, quando foge para além do Jordão ( 10-40).

Ao voltar, em Betânia, é censurado pelos discípulos que falam da sua procura pelos Padres que o queriam matar, desencorajando-o de ir para Jerusalém. ( 11-8 ).

Sua presença em Jerusalém é denunciada aos Sacerdotes ( 11-46 ), depois do que, passou a andar disfarçado entre os judeus, para não ser reconhecido ( 11-54 ). Desconfiando de ter sido localizado, foge depois para a localidade de Efraim, à beira do deserto.

Suspeitando de que Jesus comparecesse à festa da Páscoa, os Sacerdotes pediram ao povo que o denunciasse, assim que fosse visto, para o prenderem. ( 11-57 ).

Seis dias antes da Páscoa , (8 nisã), vai para Betânia ( 12-1 ), para a casa de Marta. Dias depois, entra em Jerusalém, onde “uma grande multidão” o acompanha, sabendo ser ele o profeta da Galiléia. Certamente os soldados do Templo vieram ao seu encontro, para o prenderem, pois teve que fugir, escondendo-se deles. ( 12:36).

No dia 13 de nisã, (quinta feira), à noite, em Getsêmani, Jesus é preso e, após um julgamento sumário, no dia seguinte, 14 nisã ( final de março, atual) é levado ao Calvário e crucificado.

Pelos relatos atribuídos a João, que foi sempre o seu discípulo predileto, o ministério de Jesus não passou de um ano.

Em tão curto espaço de tempo, não teria havido condições para estabelecer uma doutrina que pudesse se perpetuar.

Seus discípulos, temerosos das perseguições movidas pelo Templo, se dispersaram, tanto que, alguns dias depois da sua morte, voltaram para suas atividades comuns, quando são encontrados pescando no lago de Genesaré, tão descontraídos que Pedro pescava nu. (Jo. 21-7).

É de se notar que esse Evangelho não teria sido escrito por João, tanto que faz referência aos pescadores, quando ele se encontrava junto, na terceira pessoa, pois diz estarem ali Pedro, Tomé, Natanael, os filhos der Zebedeu, isto é, ele e Tiago, seu irmão.

Não fosse o surgimento de Paulo, o cristianismo não teria passado de uma simples tentativa de uma nova seita, como tantas outras surgidas e que tiveram vidas efêmeras.


Distâncias percorridas por Jesus em seu ministério.

Cafarnaum a Corazim - 3 km

Cafarnaum a Betsaida - 4 km

Cafarnaum a Caná - 24 km

Cafarnaum a Jeric - 106 km

Cafarnaum a Jerusalém - 118 km


Outras localidades fora da Galiléia, por onde só passou:

Cafarnaum a Cesaréia de Filipo - 40 km

Cafarnau a Tiro ( Fenícia) - 50 km

Cafarnaum a Sidon ( Fenícia) - 70 km

Cafarnaum a Jericó - 106 km

Cafarnaum a Jerusalém - 118 km

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